quarta-feira, 3 de abril de 2013

UM CASO DO ACASO...





Era 06:00h da manhã quando o despertador tocou me acordando para o trabalho.
Parecia ser mais um dia normal, como todos os outros. Ao menos era nisso que eu acreditava.
Trabalho em um escritório de advocacia. Sou advogada, tenho 27 anos e atuo mais na área criminalista. Estou acostumada a pegar casos e casos diferentes, complicados, mas não exerço muito na questão de divórcio. Porém, acabei atendendo o pedido de um amigo, que já me quebrou alguns galhos durante a nossa amizade na adolescência, não poderia faltar-lhe agora. Ele queria separar-se, não queria brigas, nem alarde, nem que fosse preciso partir para o litigioso, por ser uma pessoa conhecida. Para eles à partir do momento que não fosse feito de uma forma simples e amigável os jornalistas nunca mais sairiam da sua cola. 

Bom, já era 10:00 horas da manhã, quando sua esposa chegou em meu escritório. A Jenny era uma morena muito bonita e atraente, nem gorda e nem magra, um corpo de arrancar suspiro de qualquer homem e inveja das mulheres. Cabelos médios lisos castanhos, olhos castanhos e pequenos... Resumindo, sinceramente até hoje não achei motivo o suficiente para meu amigo Marcos separar-se dela, mas, felizmente ou infelizmente muitos artistas que passam por fases apagadas precisam causar algo para voltar ao foco, por mais que eles digam ; Não quero que ninguém saiba algo que os fariam falar dele, eles mesmos procuram uma forma da informação vazar e chegar a quem interessa assim dando aquilo que eles procuram, fama novamente e voltando a mídia.
Sou amiga, mas conheço muito bem as táticas bobas do meu amigo, acompanhei toda sua carreira.
Bom, eu seria amiga e estaria fazendo a minha parte como prometido.
Conversamos uns 40 minutos sobre o que ela queria, o que eu deveria informar ao Marcos e nenhuma justificativa normal. Ela parecia nem saber o motivo real do pedido da separação, mas estava disposta a resolver sem problema algum, porque para ela também não interessava estar ao lado de uma pessoa que não a queria mais.
Jenny era uma moça intrigante, inteligente, sedutora e com certeza não demoraria a encontrar logo um novo marido.
Depois desse dia a encontrei mais 3 vezes até esse dia principal para finalmente finalizar o divórcio.  Só que algo acabou acontecendo de uma forma inesperada.
Na última vez que nos encontramos, tivemos uma conversa muito mais que advogada e cliente, passamos a ter conversas intimas demais e percebi gestos sensuais, olhos intimidadores e provocativos da parte dela. Por hora queria pensar que seria coisa da minha cabeça.
Eu sou solteira e me considero uma pessoa bem resolvida sexualmente ou pensava ser até o momento que ofereci um drink a Jenny e ao sentarmos lado a lado no sofá senti uma proximidade intensa. Algo estava para acontecer?
Quando estávamos conversando suas mãos passaram a tocar carinhosamente meu braço, gestos de carinho, afeto, mas que me arrepiaram de um jeito que me fez sentir medo do que estava acontecendo.
Repentinamente a vi aproximando seu corpo do meu, começou a passar os seus dedos sobre meus lábios, queria sair dali, gritar com ela e dizer que eu não gostava de mulher, que além disso ela era a esposa do meu amigo, que aquilo não estava certo...
Mas nada fiz, além de ficar bastante excitada com aqueles toques...
Meus olhos encontraram os dela e percebi muito bem que ela sabia o que estava fazendo, enquanto pela primeira vez me senti perdida, sem argumentos, sem atitudes...
Pensei comigo; Se ela estava fazendo isso em busca de eu pedir uma pensão maior para ela do Marcos, mas em nenhum minuto insinuou essa intenção.
Céus seu rosto aproximava-se do meu, sentia a sua respiração ofegante e quente, seu cheiro me enlouquecia, um cheiro que agora admito que estava sentindo diariamente desde sua 1° visita ao meu escritório.
Passou a brincar com meus lábios tocando com os seus, suas mãos desceram lentamente sobre meus seios e pude sentir o quanto eles respondiam aos seus toques. Sua boca tocou a minha e não consegui controlar-me mais, deixei acontecer o que já estava previsto.
Nos beijamos com um desejo descontrolado, arrancamos nossas roupas e beijávamos cada parte do corpo uma da outra.
Nunca em meus 27 anos tinha ficado tão excitada como dessa vez. Jenny tinha liberado qualquer tipo de fantasia louca que um dia cheguei a ter em meus pensamentos.
Quem nunca assistiu um filme pornô na vida? Quem nunca viu uma mulher com outra? Mesmo não curtindo? Na verdade eu passei a acreditar que somos seres desejáveis uns aos outros e não existe restrições para o amor e sexo, seja ele entre um homem e mulher, ou pessoas do mesmo sexo.  Pode ser difícil a aceitação, mas hoje sei que até os mais metidos a santos tem os desejos mais loucos que podemos imaginar.
Nossa que delícia estava sendo sentir meus seios tocando nos dela, suas mãos no meio da minhas pernas, inevitavelmente me vi lambendo seus smamilos, sentindo sua rigidez em minha boca e o crescimento dos biquinhos deles.
Nos beijamos, nos tocamos e tive mais de oito orgasmos, até o momento que a vi abrindo minhas pernas e passando aquela língua molhada e quente...
Meu Pai...
Nunca um pênis conseguiu me enlouquecer tanto e olha que tive namorados que jamais deixaram a desejar na cama. Aquela língua entrava e saia da minha vagina como uma massagem erótica deliciosa e incansável. Consegui me segurar o máximo, mas talvez a minha inexperiência em sexo com uma mulher me fez perder o controle rápidamente... Quando senti suas mãos apertando meus seios a sua língua entrando dentro de mim profundamente, gemi tão alto como uma louca que nem me preocupei se a minha secretária poderia estar lá naquela hora, o que sei é que se estivesse ouvindo algo ou visto algo, com certeza com aquelas cenas estaria se masturbando nesse momento...
Ouvi a Jenny sussurrando; “goza na minha boca, goza... deixa seu gozo cair na minha boca e me melar todinha... “ Não sabia como era fazer isso e a sensação até aquele momento estava sendo inesquecível.
Gozei...Gozei...E gozei feito louca, apertando a cabeça dela, meu corpo tremia tanto, que me vi perdendo os sentidos...
Que prazer...
Que gozada...
Que sexo...
Fiquei tão mole que não conseguia me levantar para me vestir, e ela tão experiente pelo que notei sentia-se a dominadora da situação. Sorria deliciosamente vestindo-se... Olhou pra mim e só disse que o acordo estava fechado, a separação poderia ser concluída. Pegou a caneta em minha mesa e assinou os últimos papeis que encerrou sua separação com o Marcos.
Filha da mãe, não pediu nada, mas teve muito mais, é claro... Sabe o que é ter o poder do controle de alguém em suas mãos? Ela o teve naquele momento comigo.
Tenho certeza que não foi a primeira vez que fez isso, mostrou-se experiente demais, isso é fato!
Antes de sair beijou-me calorosamente e disse que queria mais encontros como aquele e se pudesse casaria mais vezes para que eu fosse sempre sua advogada de divórcios... “Louca”... Assim a defini.
Claro que nunca falei nada do que houve com o Marcos e pelo que percebi nem ela...
Quando me vi sozinha na sala me dei conta que a porta estava aberta, e que  qualquer um poderia ter entrado e visto ou ouvido algo, Mas por sorte não tinha ninguém ali naquela hora. Ao menos eu acho que não...
Como nos ficamos? Encontros e desencontros malucos ainda chegam a acontecer... Sempre planejo dizer não. Mas o desejo é bem  mais forte que eu.
Como eu fiquei depois de tudo isso? Essa novidade em minha vida?
Nem sei dizer...Estou aqui descobrindo coisas que nunca imaginei e continuarei minha história nas próximas postagens.

Então até lá. 

Beijos.

Bette  P. Roberts!

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